Algoritmos Genéticos e Otimização de Colônia de Formiga - Introdução
- E. Vespertino

- 10 de set. de 2025
- 2 min de leitura
A otimização combinatória é uma área da matemática muito interessante por buscar encontrar a melhor solução entre um conjunto finito de possibilidades. Este campo é particularmente relevante em problemas de logística, planejamento, design de redes, alocação de recursos e muitos outros cenários em que decisões precisam ser tomadas de forma eficiente, indicando que pesquisas e projetos na ciência da computação podem ser desenvolvidos.

Entre os problemas clássicos de otimização combinatória estão:
Problema do Caixeiro Viajante: encontrar o caminho mais curto que visita todas as cidades uma única vez.
Problema da Mochila: selecionar itens para maximizar valor sem exceder a capacidade de uma mochila.
Coloração de Grafos: atribuir cores a vértices de um grafo sem que vértices adjacentes compartilhem a mesma cor.
A complexidade desses problemas cresce rapidamente com o tamanho do conjunto de possibilidades, tornando muitas vezes impossível testar todas as combinações, até mesmo para computadores potentes. Para adereçar esses problemas, existem algoritmos inspirados em processos naturais, conhecidos por sua eficiência em encontrar boas soluções para problemas complexos, mesmo quando o espaço de busca é grande. Entre eles, dois se destacam por sua popularidade e eficácia: o Algoritmo Genético (GA) e o Otimização de Colônia de Formiga (ACO).
O GA é inspirado na teoria da evolução de Darwin e utiliza mecanismos de seleção natural, reprodução e mutação para evoluir soluções ao longo de várias gerações. Cada solução possível é representada como um “indivíduo” em uma população, e os melhores indivíduos têm maior probabilidade de se reproduzir e gerar novas soluções. Com iterações sucessivas, o GA consegue aproximar soluções boas o suficiente (heurística) para problemas como o Caixeiro Viajante, roteirização de veículos e planejamento de produção. Sua principal vantagem é a capacidade de explorar um espaço de soluções muito grande sem precisar examinar cada possibilidade de forma exaustiva.
Já o ACO é inspirado no comportamento das formigas na natureza, que depositam feromônios para sinalizar caminhos entre o ninho e fontes de alimento. No algoritmo, uma população de “formigas artificiais” constrói soluções passo a passo, reforçando os caminhos que levam a melhores soluções com uma espécie de memória coletiva. Com o tempo, os caminhos mais promissores recebem maior concentração de feromônio, guiando as formigas seguintes para regiões mais favoráveis do espaço de busca. O ACO se mostra particularmente eficaz em problemas de roteirização, redes e sequenciamento, combinando exploração e intensificação de forma inteligente.
Ambos os algoritmos, GA e ACO, representam abordagens metaheurísticas que não garantem a solução ótima absoluta, mas conseguem encontrar soluções de alta qualidade em tempo computacional razoável. Essa característica os torna ferramentas valiosas para problemas de otimização combinatória de grande escala, onde métodos determinísticos podem se tornar inviáveis.



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